quarta-feira, 31 de março de 2010

Big Brother

Ufa, acabou mais um Big Brother. Tristeza é pensar que daqui a 10 meses começará um novo, mas é bom saber que o futebol começará um pouquinho mais cedo nas noites de quarta.
Antes que alguém pense, não vejo o programa. Não porque seja muito ocupado, mas por falta de interesse mesmo. Fico sabendo de algumas notícias pelos portais da internet.
Este ano ganhou o tal do Dourado, que precisou de uma segunda chance para se dar bem. Alguns outros mais carismáticos conseguiram algumas boquinhas na televisão e, claro, todas as gostosas que já passaram pelo reality também fizeram parte do seu pé-de-meia. Aquelas que não fizeram, podem ir fazendo umas boquinhas por "programas" Brasil afora. E o país ganha agora muitas novas celebridades, pessoas que sairão opinando por aí como se fossem abalizadas para tal. Pode até ser que um ou outro participante seja menos burrinho, porém participar de um programa como o Big Brother não deveria dar as pessoas mais direito de opinião do que outros. A sorte que é a maioria vai participar do Nélson Rubens.
Falando em opinião, é interessante ler as frases dos partipantes. Morango - sim, parece que era uma das pessoas - achou que a vitória do Dourado foi um retrocesso. Bonita palavra para um assunto tão maçante. Retrocesso é ter essa merda de programa todo dia na tv. A melhor, porém, foi a do próprio vencedor, em que ele disse que heterossexual não pega AIDS. A moral da história nos já sabemos, o problema é ter que aguentar isso todos os anos.

domingo, 28 de março de 2010

Quero minha luz

A luz caiu em casa novamente, mas dessa vez foi só uma piscada, suficiente somente para desligar a televisão e o meu laptop, que não possui mais bateria.
Desde que voltei da Amazônia, a mais ou menos uns 2 meses, vejo frequentemente essas "piscadas" da luz e apagões. É um absurdo isso acontecer ainda mais se comparar com anos passados em que estar aqui em casa era sinal de tranqulidade, pelo menos em relação à energia. Devo culpar o Estado? Não diretamente, pois a Eletropaulo foi vendida a um grupo estadounidense e se chama agora AES Eletropaulo. Porém, vejo que o Estado tem sua culpa por não cobrar investimentos (pelo menos parece que não o faz) na área de energia e evitar, desse modo, problemas na luz que agora parecem corriqueiros.
Outro dia ficamos 18 horas sem energia no bairro. Provavelmente bairros vizinhos tiveram o mesmo problema. Por que será que aconteceu isso? Será que os funcionários não fizeram o serviço direito? Ou, mais plausível, a compania está esperando dar um mega problema para trocar os fios, geradores e outros aparelhos? Em Tefé, quando estava muito calor, sabíamos que a luz acabaria, mas lá, diferentemente daqui, a luz voltava na hora marcada. Mesmo assim isso me dava muita raiva. Agora imagine como estou nessa cidade sem luz.

terça-feira, 23 de março de 2010

Dinheiro de quem?

Ahhh, a briga pelos royalties. Tudo em defesa do próprio patrimônio... Pera lá, patrimônio de quem? O governador Sérgio Cabral, provido de um bairrismo enraizado na maioria das pessoas, defende que o petróleo é do Rio. Outros, como o deputado federal Ibsen Pinheiro pensam que o ouro negro é do Brasil.
Como já disse, não passa de um bairrismo a luta do carioca, mas não sei se posso categorizar a luta do gaúcho como nacionalismo. Nem um nem outro fica bem. O que eu sei é que o estado do Rio de Janeiro não tem mérito nenhum por ter o petróleo próximo à sua costa. Há milhões de anos morreram uns dinossaurinhos e outras espécies animais e vegetais, há pouco tempo atrás criaram numa tripinha de terra um lugar denominado Rio de Janeiro e, poucos anos atrás, descobriram que nessa região existe petróleo. POderia ser mais para baixo, poderia ser mais pra cima e, por questões de quilômetros - não podemos fazer nada quanto a isso - não está na área do Espírito Santo ou um pouco mais, em Sergipe.
Petróleo é da União e quem vai explorá-lo é uma empresa nacional, logo o dinheiro deve ser repartido. Tudo bem, por uma coincidêcnia geológica/geopolítica, o Rio merece um pouco mais, mas nada que salvará as Olimpíadas. Por falar nisso, Copa do Mundo e Olimpíadas são realmente dois motivos grandiosos para se chorar por royalties. Engraçado, pq sem eles o Rio de Janeiro não liga em ficar sem hospitais de qualidade, segurança e boas escolas, mas Olimpíadas não! Oras, quanto esforço para convencer o COI a traze-las para o Brasil, o país da moda.
Se fosse no Piauí, o país todo se juntaria para dividir os royalties. Para que deixar dinheiro lá? E, a verba precisa ser distribuída! Seu Sérgio Cabral bem que gostaria de uma fatia do hipotético petróleo piauiense e, sem dúvida, usaria para o bem da nação, construindo... a Vila Olímpica!!!
Royalties para os jogos, porque pra educação... pera lá, não me venha com assuntos supérfluos.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Meu estádio


Depois de quase um ano e meio voltei ao Parque Antarctica. Não porque não valia a pena (valeu por cerca de 6 meses do ano passado), mas sim por impossibilidade geográfica. Voltei ressabiado, na dúvida se o esforço seria compensado. Na dúvida se aquelas 3 vitórias seguidas, incluindo uma épica contra o Santos na Vila Belmiro, eram apenas obras do acaso ou se o Palmeiras realmente estava crescendo.
            Em meia hora sentado na arquibancada, vendo o estádio encher o que mais me animava era ver algumas mocinhas bonitinhas e nas outras horas era um bocejo só. Lógico que o jogo não tinha começado, mas o sono vinha da ideia de não esperar nada, nenhuma emoção, de não ver entrar pelo campo meus ídolos e sim jogadores comuns (alguns bons, que eu gosto, como o Pierre e o Cleiton Xavier – o Marcos também, mas ele é goleiro).
            Então me veio à lembrança alguns anos atrás, quando ir ao estádio era um momento de dar risada, de felicidade, de espetáculo (ou pelo menos um bom jogo). Era a hora de sentir as arquibancadas balançarem e sentir aquele friozinho na espinha quando isso acontecia. Hoje se a arquibancada tremer e cair, pensarei que é só mais uma sina do Palmeiras, mais uma tristeza na vida desse torcedor.
            Ir ao estádio no anos 90 era ver Evair, Mazinho, Rivaldo, Djalminha, Alex e claro Edmundo, que com suas idas e vindas abrilhantou o Palestra e agigantou o time que agora mais parece um nanotime. Era sentir os pelos arrepiando com a torcida gritando os nomes dos craques e saber que eles dariam tudo no jogo, saber que jogariam no mínimo, com vontade. Mais tarde pudemos ver um brilho de estrela de Vagner Love e Valdívia, grande craque chileno, nosso último ídolo.
            E me deparo com torcedores que dizem que o Palmeiras é muito maior do que os jogadores e que torcedor de verdade é aquele que vai ao estádio em bons e maus momentos. Sinceramente, eu não vou quando o time ta mal e isso não me faz menos torcedor daquele que vai sempre. Do mesmo modo que não vou ao cinema pra ver qualquer filme. Vou pra ver Al Pacino, Dustin Hoffman, Robert de Niro e no Palestra quero ver seus equivalentes, quero ver Alex, Valdívia e Kleber.
            Um time só se faz grande quando joga pra vencer e pra isso precisa ter elenco. Luz, câmera, ação! Começa mais um filme B, daqueles que ninguém se lembrará. Palmeiras entra em campo.