terça-feira, 20 de abril de 2010

Ranking e critérios

Dia desses recebi por e-mail mais uma lista das melhores universidades do mundo (http://www.webometrics.info/top8000.asp). Confesso que fiquei cabreiro quando vi que as primeiras 26 são universidades dos Estados Unidos e que, Cambridge, da Inglaterra, figura como a vigésima sétima. Então me aparece a USP como o número 53 (sendo que é a melhor da América Latina) e a UNICAMP, na qual estudei, apenas (até que é uma boa colocação perto de outros rankings) em 143°.
Um olhar pouco atento sempre nos dá a impressão de que a coisa está errada. O que é preciso chamar atenção é sobre os parâmetros utilizados e, a partir daí, tirar conclusões. O "Webometrics Ranking of World Universities" é uma iniciativa do Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa pertencente ao Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), o maior corpo público de pesquisa da Espanha. Utilizou como critério as publicações da internet. Engloba iniciativas para acesso livre, acesso às publicações científicas e a outros materiais e não se baseia no número de visitas nos sites, mas na performance global e visibilidade das universidades. E eles continuam a explicar os critérios.
O que eu quero dizer com isso é que as coisas só fazem sentido se a gente olhar atentamente para o significado. Não sei dizer se o critério deles é bom ou ruim, mas seguindo a lógica, eles vão ter razão.
Todo ano sai uma penca de listas de melhores universidades do mundo. Antes de achar que alguma coisa está errada com o nosso país e nossa faculdade, vamos ver o que o ranking quer dizer.

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