Meu povo e minha pova,
Tudo bem com vocês? Aqui tá tudo bem, esperando a próxima viagem. Enquanto isso, vou me maravilhando com as surpresas que Manaus oferece a cada dia. Vejo aqui na internet que em São Paulo está chovendo a cântaros. Vejo também que o Maluf será deputado e o Tiririca já foi aprovado. Imagino que vocês devam reclamar dessas coisas e eu reclamaria também. Reclamaria se estivesse muito sol, se o õnibus demorasse, que o cinema está caro, trânsito complicado... enfim, a eterna mania de reclamar de tudo. Todo mundo tem um pouco disso e reclamaríamos também com aquela pessoa que não reclama de nada e que acha tudo muito lindo. Mas, meus caros, vocês precisam dar uma chegadinha em Manaus e ver que São Paulo é primeiro mundo. Incrível. Já disse que eu passo por uma novidade desagradável quase todo dia e outras pessoas (principalmente de outras partes do brasil) também passam.
Ônibus aqui é impressionante. São velhos, caindo aos pedaços e lotados. As pessoas são muito estúpidas. Ninguém faz fila para entrar, faz amontoado. Parece antigamente no Parque Antarctica, antes do Palmeiras virar bom e ruim novamente, quando ficava um bolo de gente tentanto comprar ingresso e o mesmo acontecia na hora de entrar no estreito portão do estádio. Todos tem que ser o primeiro a entrar. E informação? Outro dia estava indo ao Hotel Tropical (o principal daqui e da onde sai o barco com os turistas) e pedi pra cobradora me avisar quando chegasse. Me respondeu apenas que eu veria o hotel. Logicamente que perdi a entrada e, quando perguntei a ela, se estava longe, me disse "já passou faz tempo". Na segunda vez que fui ao hotel, já sabendo onde era a entrada, o ônibus quebrou dois pontos após eu ter pego. Sabendo que iria demorar muito para passar novamente, perguntei a uma pessoa do ponto se algum outro ônibus iria para o Tropical. Ela me disse um monte e apenas no meio do caminho descobri que se tratava do Hospital Tropical.
Vocês sabem que meu telefone é de São Paulo e por estar longe acabam me cobrando deslocamento. O jeito é falar de orelhão. A pergunta que nao quer se calar: mas existe algum que funcione nessa cidade??? A pergunta não se cala, mas os orelhões são mudos.
O que acontece com os serviços públicos aqui é que a população não se indigna. Acha que já tá bom ter ônibus. São ruins, mas pelo menos tem, como se não fosse obrigação do governo em dar serviço de qualidade.
Existe o famigerado "tem, mas acabou de Manaus". Você vai, digamos, à padaria e pede um pão com queijo e tucumã (particularmente eu não gosto, mas é só para exemplificar). O atendente responde: sim, temos. Pois, me veja um. Resposta final: mas acabou...
Pra quem já viu aquele filme com o Michael Douglas, "Um dia de fúria", vai me entender, hehehehe. Sou mais Tefé do que Manaus.
Contudo, existem coisas boas aqui. O cinema é barato, a violência parece ser pouca e, lógico, tem a imensidão da Amazônia ao redor (ao redor).
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Torcidas Organizadas
Ufa, a eleição acabou e com ela se foram as baixarias e discussões acaloradamente absurdas dos candidatos. Talvez um final feliz e a gente espera que tudo fique bem e melhore. Mas o final do pleito deixou pessoas amarguradas, que se entocaram após o anúncio de que Dilma Roussef havia ganho. Do outro lado, pessoas nas ruas, agitando bandeiras. No meu facebook continuaram a aparecer a mesagens de amigos e conhecidos, deixando claro suas posições de revolta ou de alegria.
Essa eleição, aparentemente mais do que as outras, mostrou o lado torcedor da população brasileira. Mas não aquele torcedor convencional e sim o torcedor organizado, aquele que todos nós, amantes ou não de futebol, repudiamos. E, incrível, os mais exaltados são sujeitos que não se expõe quando o assunto, embora um tanto trivial para alguns, seja o futebol. Os mais exaltados do política, são os que preferem ver o jogo em casa, com medo da violência. A torcida organizada da política - pelo menos boa parte da massa que utiliza facebook e twitter - demonstrou ser intolerante, violenta (sem bombas, mas com argumentos agressivos), hipócrita e cínica. E essa torcida é formada pela massa crítica, pessoas estudadas, classe média para cima. São os alunos das universidades públicas e das boas privadas, são os professores, os advogados e por aí segue.
Infelizmente é muito difícil se pronunciar abertamente sobre o seu time de futebol e fica cada dia mais complicado fazer o mesmo em relação à política. A democracia vale quando o sujeito quer opinar, mas não quando deve ouvir.
Essa eleição, aparentemente mais do que as outras, mostrou o lado torcedor da população brasileira. Mas não aquele torcedor convencional e sim o torcedor organizado, aquele que todos nós, amantes ou não de futebol, repudiamos. E, incrível, os mais exaltados são sujeitos que não se expõe quando o assunto, embora um tanto trivial para alguns, seja o futebol. Os mais exaltados do política, são os que preferem ver o jogo em casa, com medo da violência. A torcida organizada da política - pelo menos boa parte da massa que utiliza facebook e twitter - demonstrou ser intolerante, violenta (sem bombas, mas com argumentos agressivos), hipócrita e cínica. E essa torcida é formada pela massa crítica, pessoas estudadas, classe média para cima. São os alunos das universidades públicas e das boas privadas, são os professores, os advogados e por aí segue.
Infelizmente é muito difícil se pronunciar abertamente sobre o seu time de futebol e fica cada dia mais complicado fazer o mesmo em relação à política. A democracia vale quando o sujeito quer opinar, mas não quando deve ouvir.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Rapidinhas das eleições
Apesar dos pesares, de que político é quase tudo a mesma coisa e de algumas aberrações vencendo nas eleições, ainda assim tivemos alguns motivos para comemorar. Não sei dizer se as derrotas de certos coronéis foram pontuais, mas o fato é que me dá um certo sentimento positivo para acreditar no futuro. Abaixo as derrotas mais celebradas nas urnas de 2010:
-Artur Virgílio
-Marco Maciel
-Fernando Collor
-César Maia
Algumas outras, menos representativas, mas não menos importantes:
-Marcelinho Carioca
-Vampeta
-KLBs
-Mulheres fruta
Estou tentando ver o lado bom das coisas...
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
Curti ver a Marina Silva bem representada, mas hoje, lendo os jornais me atentei a um fato, não diria alarmante, mas preocupador. Embora ela defenda o meio-ambiente e essa seja a sua principal bandeira, talvez a arrancada de votos não tenha sido ganha por ambientalistas, defensores da natureza e afins, mas sim por religiosos retrógrados que vêem nela a salvação para as atrasadices evangélicas.
-Artur Virgílio
-Marco Maciel
-Fernando Collor
-César Maia
Algumas outras, menos representativas, mas não menos importantes:
-Marcelinho Carioca
-Vampeta
-KLBs
-Mulheres fruta
Estou tentando ver o lado bom das coisas...
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Curti ver a Marina Silva bem representada, mas hoje, lendo os jornais me atentei a um fato, não diria alarmante, mas preocupador. Embora ela defenda o meio-ambiente e essa seja a sua principal bandeira, talvez a arrancada de votos não tenha sido ganha por ambientalistas, defensores da natureza e afins, mas sim por religiosos retrógrados que vêem nela a salvação para as atrasadices evangélicas.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Mudança no Código Florestal
Não sei se todo mundo tá sabendo, mas tão querendo mudar o Código FLorestal. Parece consenso que isso seja necessário, mas não nos moldes do que pretendem nossos políticos. O link (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100608/not_imp563142,0.php) é a coluna do Estadão de hoje do Aldo Rebelo (vale lembrar que ele é do partido comunista e agora defende os mega-agricultores - ou seja, tanto faz que partido você é, os interesses acabam quase sempre sendo os mesmos), um dos proponentes da mudança, que inclui a moratória de 5 anos das multas para os agricultores, a inclusão de APPs em Reserva Legal entre outras.
Não consegui achar a coluna que o Joly (e mais 3 pesquisadores) escreveu também pro Estadão, criticando o jeito da mudança. Uma crítica e acho que é muito, mas muito importante, porque coloca em xeque a função da maioria de nós pesquisadores e cientistas, é a de que a comunidade científica não foi consultada nem ouvida. Oras, pra que o Governo investe nas universidades então? Pra que formar pesquisadores, sendo que na hora em que o bicho pega, eles não servem para nada? Lembrem-se de que na COP-15 ficou uma briguinha de egos e interesse entre os Estados e não sobre o que realmente deveria ser feito em prol do meio ambiente. Será que os políticos acham que são deuses?
Não consegui achar a coluna que o Joly (e mais 3 pesquisadores) escreveu também pro Estadão, criticando o jeito da mudança. Uma crítica e acho que é muito, mas muito importante, porque coloca em xeque a função da maioria de nós pesquisadores e cientistas, é a de que a comunidade científica não foi consultada nem ouvida. Oras, pra que o Governo investe nas universidades então? Pra que formar pesquisadores, sendo que na hora em que o bicho pega, eles não servem para nada? Lembrem-se de que na COP-15 ficou uma briguinha de egos e interesse entre os Estados e não sobre o que realmente deveria ser feito em prol do meio ambiente. Será que os políticos acham que são deuses?
terça-feira, 1 de junho de 2010
Acaba ou não acaba?
Tava assistindo CQC ontem à noite e me divertia com as pérolas dos deputados em Brasília (que não sabiam, por exemplo, qual das duas Coréias que é a socialista) e com as trapalhadas do Rafael Cortez em Indianapolis (que lascou um beijaço numa peituda bêbada), mas acebei me entretendo alguns minutos em outro canal, quando o programa da Bandeirantes estava no comercial, a Rede TV.
O programa comandado pela Luciana Gimenez, que por si só já não tem muita importância, discutia se o mundo vai ou não vai acabar em 2012. Discussão infrutífera e de resposta certa. O divertido, que chegou a ficar irritante (foi quando parei de ver), foi o momento em que o pastor começou a falar. Ele queria discursar sobre a bíblia e um dos participantes, que era acho um convidado especial da apresentadora, cortou as asinhas do pastor dizendo que o momento era de discussão científica e que não era hora de tentar arrebanhar fiéis. O pastor não gostou e continuava sua verborragia com o dedo em riste. Isso me chamou muita atenção: o pastor falava com o dedo apontando para os outros.
Depois disso parei de ver e voltei o CQC. Porque, como não iria ganhar nada vendo a discussão, achei melhor não perder uma diversão.
O programa comandado pela Luciana Gimenez, que por si só já não tem muita importância, discutia se o mundo vai ou não vai acabar em 2012. Discussão infrutífera e de resposta certa. O divertido, que chegou a ficar irritante (foi quando parei de ver), foi o momento em que o pastor começou a falar. Ele queria discursar sobre a bíblia e um dos participantes, que era acho um convidado especial da apresentadora, cortou as asinhas do pastor dizendo que o momento era de discussão científica e que não era hora de tentar arrebanhar fiéis. O pastor não gostou e continuava sua verborragia com o dedo em riste. Isso me chamou muita atenção: o pastor falava com o dedo apontando para os outros.
Depois disso parei de ver e voltei o CQC. Porque, como não iria ganhar nada vendo a discussão, achei melhor não perder uma diversão.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Close da Serra da Capivara
Rapidinha
O jogador é convocado pra seleção brasileira, depois consegue ir à Copa do Mundo e a CBF promete compensá-lo com um prêmio de 1 milhão de reais caso ganhe o título. Acho que alguma coisa está errada. Será que ir pra uma Copa do Mundo já não é um prêmio bastante grande???
terça-feira, 11 de maio de 2010
Seleção Brasileira
Hoje foi um dia muito esperado. Tinha convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo e com certo suspense para algumas possíveis surpresas. Era como termos a chance de ficar uma mulher muito bonita, não a melhor de todas, mas alguém que pudessemos nos gabar depois. E terminou como se a foda fosse uma bela merda, anti-clímax total.
Desde que me entendo por gente ouço, e às vezes concordo, que o Brasil pode montar 3 seleções de nível alto, competitivas, entretanto o técnico tem que querer isso. E foi exatamente o que o Dunga não quis e transformou o Brasil numa seleção qualquer.
É verdade que o Brasil vem ganhando seus jogos, inclusive com placares contundentes, mas, mesmo não jogando mal, estamos longe de ter um bom futebol. Estamos ainda dependentes de alguns jogadores, sendo Kaká o principal, insubstituível nessa seleção, muito embora haja jogadores quase do mesmo nível que ele que verão a copa pela televisão.
Poderíamos ter um time mais apimentado, com um pouco de cheiro-verde e coentro. Ganso e Ronaldinho Gaúcho sem sombra de dúvidas seriam esses condimentos, mas ainda mais surpreendentes (na cabeça do Dunga, mas na não na minha) poderíamos ter Diego, Alex, Hernanes e Neymar. São jogadores que decidem e que ainda dão show. Seleção brasileira não pe pra jogadores comuns, é pra gente acima da média e até para ETs.
Tem gente que até hoje fala que 82 foi bom, mas não ganhou, que não adianta jogar bonito e perder. Pena que só se lembrem daquele fantástico time e sua derrota, porém se esquecem dos milhares de times que jogavam muito feio e também perderam. Porque ninguém falou, após o desastre de Lazaroni em 90, "vamos voltar ao futebol bonito!", "time que joga feio, ao estilo europeu perde!"???
O que eu prefiro, perder jogando bonito ou ganhar jogando feio? Prefiro ganhar jogando bonito.
Desde que me entendo por gente ouço, e às vezes concordo, que o Brasil pode montar 3 seleções de nível alto, competitivas, entretanto o técnico tem que querer isso. E foi exatamente o que o Dunga não quis e transformou o Brasil numa seleção qualquer.
É verdade que o Brasil vem ganhando seus jogos, inclusive com placares contundentes, mas, mesmo não jogando mal, estamos longe de ter um bom futebol. Estamos ainda dependentes de alguns jogadores, sendo Kaká o principal, insubstituível nessa seleção, muito embora haja jogadores quase do mesmo nível que ele que verão a copa pela televisão.
Poderíamos ter um time mais apimentado, com um pouco de cheiro-verde e coentro. Ganso e Ronaldinho Gaúcho sem sombra de dúvidas seriam esses condimentos, mas ainda mais surpreendentes (na cabeça do Dunga, mas na não na minha) poderíamos ter Diego, Alex, Hernanes e Neymar. São jogadores que decidem e que ainda dão show. Seleção brasileira não pe pra jogadores comuns, é pra gente acima da média e até para ETs.
Tem gente que até hoje fala que 82 foi bom, mas não ganhou, que não adianta jogar bonito e perder. Pena que só se lembrem daquele fantástico time e sua derrota, porém se esquecem dos milhares de times que jogavam muito feio e também perderam. Porque ninguém falou, após o desastre de Lazaroni em 90, "vamos voltar ao futebol bonito!", "time que joga feio, ao estilo europeu perde!"???
O que eu prefiro, perder jogando bonito ou ganhar jogando feio? Prefiro ganhar jogando bonito.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Algo não está explicado
Virou manis ser padre e pedófilo. Aliás, virou não, porque essa taradice é bem comum há muito tempo. Agora estão pipocando casos atuais e bem antigos, mas não tão antigos que não possamos provar. Imagine o que não ocorria há alguns séculos, em que ninguém podia provar nada ou que tinha que ficar calado para não sofrer consequências piores.
O povo discute o celibato, como se fosse culpa dele. Lógico que é impossível se privar do sexo. Se já é difícil ficar um mês sem, imagine a vida toda! Nosso corpo pede por sexo e a seleção natural moldou a gente e os demais seres vivos para se reproduzir. No caso de algumas espécies, a reprodução é basicamente instintiva (falo aqui apenas da reprodução sexuada), mas pelo menos nos seres-humanos o prazer está envolvido. E isso é óbvio. Se é bom, façamos de novo. E de novo. E de novo. Não acho que os padres sejam diferentes e não sintam nada.
O problema é que o celibato não explica a pedofilia. Se a questão envolvida fosse apenas sexo, contratassem umas prostitutas ou fizessem troca-troca entre eles. Tudo não passa de um fetiche absurdo, uma safadeza envolvendo uma relação de poder entre o padre e a criança.
Pessoas normais em abstinência recorrem a muitas coisas, mas nunca para bizarrices como essa, além de tudo, um crime.
O povo discute o celibato, como se fosse culpa dele. Lógico que é impossível se privar do sexo. Se já é difícil ficar um mês sem, imagine a vida toda! Nosso corpo pede por sexo e a seleção natural moldou a gente e os demais seres vivos para se reproduzir. No caso de algumas espécies, a reprodução é basicamente instintiva (falo aqui apenas da reprodução sexuada), mas pelo menos nos seres-humanos o prazer está envolvido. E isso é óbvio. Se é bom, façamos de novo. E de novo. E de novo. Não acho que os padres sejam diferentes e não sintam nada.
O problema é que o celibato não explica a pedofilia. Se a questão envolvida fosse apenas sexo, contratassem umas prostitutas ou fizessem troca-troca entre eles. Tudo não passa de um fetiche absurdo, uma safadeza envolvendo uma relação de poder entre o padre e a criança.
Pessoas normais em abstinência recorrem a muitas coisas, mas nunca para bizarrices como essa, além de tudo, um crime.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Cafézinho
Saiu no Estadão de hoje (http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,beckham-cristiano-ronaldo-e-kaka-entre-os-mais-ricos,541714,0.htm) que Beckham é o jogador mais bem pago do mundo (fonte Forbes), ganhando cerca de U$40 milhões por ano, o que dá cerca de U$110000 por dia. Existem muitos absurdos nessas cifras e , logicamente, o que mais nos chama a atenção é o valor. Um dia de "trabalho" dele é muito mais do que a maior parte da população sonha em ter na vida e, pior, Beckham não passa de um jogador mediano para bom. Se ele ainda fosse um fora de série, aquele que a gente encontra a cada 100 anos, fosse um especialista muitíssimo graduado em sua área, ainda eu poderia entender que ele fosse agraciado com um salário alto ( mesmo assim não tão alto). Não é o que acontece no entanto.
Parece que a crise passou longe de algumas pessoas, mas eu gostaria muito que ela chegasse de verdade no futebol. Assim acho que as coisas poderiam voltar ao normal.
Parece que a crise passou longe de algumas pessoas, mas eu gostaria muito que ela chegasse de verdade no futebol. Assim acho que as coisas poderiam voltar ao normal.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Vai entender
Não consigo compreender o que as torcidas de futebol pensam. Não só as organizadas, mas a torcida em conjunto, contando os bons e maus elementos. Talvez seja trauma, porque o Palmeiras deve ter a torcida mais chata e estúpida do futebol brasileiro, aquela que xinga mesmo com o time ganhando. É a única que tem 3 alas: as organizadas, os normais (tipo eu) e a Turma do Amendoim, que são os que pagam ingressos caros (numeradas) pra ficar hostilizando o treinador (pra quem não conhece o Parque Antárctica, as numeradas ficam bem atrás dos bancos de reservas).
Só que dessa vez fiquei chocado com outros torcedores. Primeiro foi com os do Flamengo. Após o Brasileiro do ano passado o Andrade foi tido como herói e o Adriano já era considerado o melhor jogador brasileiro no futebol atual. Alguns tropeços depois (tudo bem que foi no Campeonato Carioca, o que convenhamos...) o cara já é praticamente um ex-técnico do time. Foi vaiado à beça no Maracanã ontem. Os outros são os são-paulinos. O Washington estava sendo escurraçado, era grosso e só perdia gol. Depois do time ter sido humilhado pelo Santos (jogo em que o Washington ficou no banco) e ganhar apertado do Once Caldas, a galera começou a vaiar o Ricardo Gomes e um dos motivos foi... ter tirado o Washington!
Vai entender esse povo.
Só que dessa vez fiquei chocado com outros torcedores. Primeiro foi com os do Flamengo. Após o Brasileiro do ano passado o Andrade foi tido como herói e o Adriano já era considerado o melhor jogador brasileiro no futebol atual. Alguns tropeços depois (tudo bem que foi no Campeonato Carioca, o que convenhamos...) o cara já é praticamente um ex-técnico do time. Foi vaiado à beça no Maracanã ontem. Os outros são os são-paulinos. O Washington estava sendo escurraçado, era grosso e só perdia gol. Depois do time ter sido humilhado pelo Santos (jogo em que o Washington ficou no banco) e ganhar apertado do Once Caldas, a galera começou a vaiar o Ricardo Gomes e um dos motivos foi... ter tirado o Washington!
Vai entender esse povo.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Ranking e critérios
Dia desses recebi por e-mail mais uma lista das melhores universidades do mundo (http://www.webometrics.info/top8000.asp). Confesso que fiquei cabreiro quando vi que as primeiras 26 são universidades dos Estados Unidos e que, Cambridge, da Inglaterra, figura como a vigésima sétima. Então me aparece a USP como o número 53 (sendo que é a melhor da América Latina) e a UNICAMP, na qual estudei, apenas (até que é uma boa colocação perto de outros rankings) em 143°.
Um olhar pouco atento sempre nos dá a impressão de que a coisa está errada. O que é preciso chamar atenção é sobre os parâmetros utilizados e, a partir daí, tirar conclusões. O "Webometrics Ranking of World Universities" é uma iniciativa do Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa pertencente ao Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), o maior corpo público de pesquisa da Espanha. Utilizou como critério as publicações da internet. Engloba iniciativas para acesso livre, acesso às publicações científicas e a outros materiais e não se baseia no número de visitas nos sites, mas na performance global e visibilidade das universidades. E eles continuam a explicar os critérios.
O que eu quero dizer com isso é que as coisas só fazem sentido se a gente olhar atentamente para o significado. Não sei dizer se o critério deles é bom ou ruim, mas seguindo a lógica, eles vão ter razão.
Todo ano sai uma penca de listas de melhores universidades do mundo. Antes de achar que alguma coisa está errada com o nosso país e nossa faculdade, vamos ver o que o ranking quer dizer.
Um olhar pouco atento sempre nos dá a impressão de que a coisa está errada. O que é preciso chamar atenção é sobre os parâmetros utilizados e, a partir daí, tirar conclusões. O "Webometrics Ranking of World Universities" é uma iniciativa do Cybermetrics Lab, um grupo de pesquisa pertencente ao Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), o maior corpo público de pesquisa da Espanha. Utilizou como critério as publicações da internet. Engloba iniciativas para acesso livre, acesso às publicações científicas e a outros materiais e não se baseia no número de visitas nos sites, mas na performance global e visibilidade das universidades. E eles continuam a explicar os critérios.
O que eu quero dizer com isso é que as coisas só fazem sentido se a gente olhar atentamente para o significado. Não sei dizer se o critério deles é bom ou ruim, mas seguindo a lógica, eles vão ter razão.
Todo ano sai uma penca de listas de melhores universidades do mundo. Antes de achar que alguma coisa está errada com o nosso país e nossa faculdade, vamos ver o que o ranking quer dizer.
terça-feira, 6 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
quarta-feira, 31 de março de 2010
Big Brother
Ufa, acabou mais um Big Brother. Tristeza é pensar que daqui a 10 meses começará um novo, mas é bom saber que o futebol começará um pouquinho mais cedo nas noites de quarta.
Antes que alguém pense, não vejo o programa. Não porque seja muito ocupado, mas por falta de interesse mesmo. Fico sabendo de algumas notícias pelos portais da internet.
Este ano ganhou o tal do Dourado, que precisou de uma segunda chance para se dar bem. Alguns outros mais carismáticos conseguiram algumas boquinhas na televisão e, claro, todas as gostosas que já passaram pelo reality também fizeram parte do seu pé-de-meia. Aquelas que não fizeram, podem ir fazendo umas boquinhas por "programas" Brasil afora. E o país ganha agora muitas novas celebridades, pessoas que sairão opinando por aí como se fossem abalizadas para tal. Pode até ser que um ou outro participante seja menos burrinho, porém participar de um programa como o Big Brother não deveria dar as pessoas mais direito de opinião do que outros. A sorte que é a maioria vai participar do Nélson Rubens.
Falando em opinião, é interessante ler as frases dos partipantes. Morango - sim, parece que era uma das pessoas - achou que a vitória do Dourado foi um retrocesso. Bonita palavra para um assunto tão maçante. Retrocesso é ter essa merda de programa todo dia na tv. A melhor, porém, foi a do próprio vencedor, em que ele disse que heterossexual não pega AIDS. A moral da história nos já sabemos, o problema é ter que aguentar isso todos os anos.
Antes que alguém pense, não vejo o programa. Não porque seja muito ocupado, mas por falta de interesse mesmo. Fico sabendo de algumas notícias pelos portais da internet.
Este ano ganhou o tal do Dourado, que precisou de uma segunda chance para se dar bem. Alguns outros mais carismáticos conseguiram algumas boquinhas na televisão e, claro, todas as gostosas que já passaram pelo reality também fizeram parte do seu pé-de-meia. Aquelas que não fizeram, podem ir fazendo umas boquinhas por "programas" Brasil afora. E o país ganha agora muitas novas celebridades, pessoas que sairão opinando por aí como se fossem abalizadas para tal. Pode até ser que um ou outro participante seja menos burrinho, porém participar de um programa como o Big Brother não deveria dar as pessoas mais direito de opinião do que outros. A sorte que é a maioria vai participar do Nélson Rubens.
Falando em opinião, é interessante ler as frases dos partipantes. Morango - sim, parece que era uma das pessoas - achou que a vitória do Dourado foi um retrocesso. Bonita palavra para um assunto tão maçante. Retrocesso é ter essa merda de programa todo dia na tv. A melhor, porém, foi a do próprio vencedor, em que ele disse que heterossexual não pega AIDS. A moral da história nos já sabemos, o problema é ter que aguentar isso todos os anos.
domingo, 28 de março de 2010
Quero minha luz
A luz caiu em casa novamente, mas dessa vez foi só uma piscada, suficiente somente para desligar a televisão e o meu laptop, que não possui mais bateria.
Desde que voltei da Amazônia, a mais ou menos uns 2 meses, vejo frequentemente essas "piscadas" da luz e apagões. É um absurdo isso acontecer ainda mais se comparar com anos passados em que estar aqui em casa era sinal de tranqulidade, pelo menos em relação à energia. Devo culpar o Estado? Não diretamente, pois a Eletropaulo foi vendida a um grupo estadounidense e se chama agora AES Eletropaulo. Porém, vejo que o Estado tem sua culpa por não cobrar investimentos (pelo menos parece que não o faz) na área de energia e evitar, desse modo, problemas na luz que agora parecem corriqueiros.
Outro dia ficamos 18 horas sem energia no bairro. Provavelmente bairros vizinhos tiveram o mesmo problema. Por que será que aconteceu isso? Será que os funcionários não fizeram o serviço direito? Ou, mais plausível, a compania está esperando dar um mega problema para trocar os fios, geradores e outros aparelhos? Em Tefé, quando estava muito calor, sabíamos que a luz acabaria, mas lá, diferentemente daqui, a luz voltava na hora marcada. Mesmo assim isso me dava muita raiva. Agora imagine como estou nessa cidade sem luz.
Desde que voltei da Amazônia, a mais ou menos uns 2 meses, vejo frequentemente essas "piscadas" da luz e apagões. É um absurdo isso acontecer ainda mais se comparar com anos passados em que estar aqui em casa era sinal de tranqulidade, pelo menos em relação à energia. Devo culpar o Estado? Não diretamente, pois a Eletropaulo foi vendida a um grupo estadounidense e se chama agora AES Eletropaulo. Porém, vejo que o Estado tem sua culpa por não cobrar investimentos (pelo menos parece que não o faz) na área de energia e evitar, desse modo, problemas na luz que agora parecem corriqueiros.
Outro dia ficamos 18 horas sem energia no bairro. Provavelmente bairros vizinhos tiveram o mesmo problema. Por que será que aconteceu isso? Será que os funcionários não fizeram o serviço direito? Ou, mais plausível, a compania está esperando dar um mega problema para trocar os fios, geradores e outros aparelhos? Em Tefé, quando estava muito calor, sabíamos que a luz acabaria, mas lá, diferentemente daqui, a luz voltava na hora marcada. Mesmo assim isso me dava muita raiva. Agora imagine como estou nessa cidade sem luz.
terça-feira, 23 de março de 2010
Dinheiro de quem?
Ahhh, a briga pelos royalties. Tudo em defesa do próprio patrimônio... Pera lá, patrimônio de quem? O governador Sérgio Cabral, provido de um bairrismo enraizado na maioria das pessoas, defende que o petróleo é do Rio. Outros, como o deputado federal Ibsen Pinheiro pensam que o ouro negro é do Brasil.
Como já disse, não passa de um bairrismo a luta do carioca, mas não sei se posso categorizar a luta do gaúcho como nacionalismo. Nem um nem outro fica bem. O que eu sei é que o estado do Rio de Janeiro não tem mérito nenhum por ter o petróleo próximo à sua costa. Há milhões de anos morreram uns dinossaurinhos e outras espécies animais e vegetais, há pouco tempo atrás criaram numa tripinha de terra um lugar denominado Rio de Janeiro e, poucos anos atrás, descobriram que nessa região existe petróleo. POderia ser mais para baixo, poderia ser mais pra cima e, por questões de quilômetros - não podemos fazer nada quanto a isso - não está na área do Espírito Santo ou um pouco mais, em Sergipe.
Petróleo é da União e quem vai explorá-lo é uma empresa nacional, logo o dinheiro deve ser repartido. Tudo bem, por uma coincidêcnia geológica/geopolítica, o Rio merece um pouco mais, mas nada que salvará as Olimpíadas. Por falar nisso, Copa do Mundo e Olimpíadas são realmente dois motivos grandiosos para se chorar por royalties. Engraçado, pq sem eles o Rio de Janeiro não liga em ficar sem hospitais de qualidade, segurança e boas escolas, mas Olimpíadas não! Oras, quanto esforço para convencer o COI a traze-las para o Brasil, o país da moda.
Se fosse no Piauí, o país todo se juntaria para dividir os royalties. Para que deixar dinheiro lá? E, a verba precisa ser distribuída! Seu Sérgio Cabral bem que gostaria de uma fatia do hipotético petróleo piauiense e, sem dúvida, usaria para o bem da nação, construindo... a Vila Olímpica!!!
Royalties para os jogos, porque pra educação... pera lá, não me venha com assuntos supérfluos.
Como já disse, não passa de um bairrismo a luta do carioca, mas não sei se posso categorizar a luta do gaúcho como nacionalismo. Nem um nem outro fica bem. O que eu sei é que o estado do Rio de Janeiro não tem mérito nenhum por ter o petróleo próximo à sua costa. Há milhões de anos morreram uns dinossaurinhos e outras espécies animais e vegetais, há pouco tempo atrás criaram numa tripinha de terra um lugar denominado Rio de Janeiro e, poucos anos atrás, descobriram que nessa região existe petróleo. POderia ser mais para baixo, poderia ser mais pra cima e, por questões de quilômetros - não podemos fazer nada quanto a isso - não está na área do Espírito Santo ou um pouco mais, em Sergipe.
Petróleo é da União e quem vai explorá-lo é uma empresa nacional, logo o dinheiro deve ser repartido. Tudo bem, por uma coincidêcnia geológica/geopolítica, o Rio merece um pouco mais, mas nada que salvará as Olimpíadas. Por falar nisso, Copa do Mundo e Olimpíadas são realmente dois motivos grandiosos para se chorar por royalties. Engraçado, pq sem eles o Rio de Janeiro não liga em ficar sem hospitais de qualidade, segurança e boas escolas, mas Olimpíadas não! Oras, quanto esforço para convencer o COI a traze-las para o Brasil, o país da moda.
Se fosse no Piauí, o país todo se juntaria para dividir os royalties. Para que deixar dinheiro lá? E, a verba precisa ser distribuída! Seu Sérgio Cabral bem que gostaria de uma fatia do hipotético petróleo piauiense e, sem dúvida, usaria para o bem da nação, construindo... a Vila Olímpica!!!
Royalties para os jogos, porque pra educação... pera lá, não me venha com assuntos supérfluos.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Meu estádio
Depois de quase um ano e meio voltei ao Parque Antarctica. Não porque não valia a pena (valeu por cerca de 6 meses do ano passado), mas sim por impossibilidade geográfica. Voltei ressabiado, na dúvida se o esforço seria compensado. Na dúvida se aquelas 3 vitórias seguidas, incluindo uma épica contra o Santos na Vila Belmiro, eram apenas obras do acaso ou se o Palmeiras realmente estava crescendo.
Em meia hora sentado na arquibancada, vendo o estádio encher o que mais me animava era ver algumas mocinhas bonitinhas e nas outras horas era um bocejo só. Lógico que o jogo não tinha começado, mas o sono vinha da ideia de não esperar nada, nenhuma emoção, de não ver entrar pelo campo meus ídolos e sim jogadores comuns (alguns bons, que eu gosto, como o Pierre e o Cleiton Xavier – o Marcos também, mas ele é goleiro).
Então me veio à lembrança alguns anos atrás, quando ir ao estádio era um momento de dar risada, de felicidade, de espetáculo (ou pelo menos um bom jogo). Era a hora de sentir as arquibancadas balançarem e sentir aquele friozinho na espinha quando isso acontecia. Hoje se a arquibancada tremer e cair, pensarei que é só mais uma sina do Palmeiras, mais uma tristeza na vida desse torcedor.
Ir ao estádio no anos 90 era ver Evair, Mazinho, Rivaldo, Djalminha, Alex e claro Edmundo, que com suas idas e vindas abrilhantou o Palestra e agigantou o time que agora mais parece um nanotime. Era sentir os pelos arrepiando com a torcida gritando os nomes dos craques e saber que eles dariam tudo no jogo, saber que jogariam no mínimo, com vontade. Mais tarde pudemos ver um brilho de estrela de Vagner Love e Valdívia, grande craque chileno, nosso último ídolo.
E me deparo com torcedores que dizem que o Palmeiras é muito maior do que os jogadores e que torcedor de verdade é aquele que vai ao estádio em bons e maus momentos. Sinceramente, eu não vou quando o time ta mal e isso não me faz menos torcedor daquele que vai sempre. Do mesmo modo que não vou ao cinema pra ver qualquer filme. Vou pra ver Al Pacino, Dustin Hoffman, Robert de Niro e no Palestra quero ver seus equivalentes, quero ver Alex, Valdívia e Kleber.
Um time só se faz grande quando joga pra vencer e pra isso precisa ter elenco. Luz, câmera, ação! Começa mais um filme B, daqueles que ninguém se lembrará. Palmeiras entra em campo.
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